Por que gosto da prosa filosófica schopenhaueriana ou deveria agradecer ao seu tradutor?
O mundo como vontade e representação - livro terceiro
segundo ponto de vista
A representação considerada independentemente do princípio da razão
A ideia platônica: o objeto da arte
O que é o ser eterno, que nunca nasce? Como é aquele que nasce sempre e que nunca existiu?
PLATÃO (Timeu, 27 D)
§ 31
[...]
Deixamo-nos conduzir pelas palavras: "representação a priori, formas da intuição e do pensamento conhecidas independentemente da experiência, conceitos originais do entendimento puro", e assim por diante, e depois perguntamo-nos se as ideias de Platão, que também pretendem ser conceitos originais e mesmo reminiscências de uma intuição das coisas reais anterior à vida atual, eram a mesma coisa que as formas kantianas da intuição e do pensamento, tais como elas residem a priori na nossa consciência: aqui, então, portanto, duas teoria completamente heterogêneas, a teoria kantiana das formas, que restringe aos puros fenômenos a faculdade de conhecer do indivíduo, e a teoria platônica das ideias, ideias cujo conhecimento suprime expressamente essas mesmas formas: apesar da oposição diametral destas duas teorias, e por causa da única analogia de termos que as exprimem, comparamo-las cuidadosamente; consultou-se, discutiu-se para distinguir uma da outra, e acabou-se por achar que elas não eram idênticas. Conclusão: a teoria das ideias de Platão e a crítica kantiana da razão não tinham absolutamente nada em comum. Mas já basta sobre esse assunto.