Por que leio Schopenhauer como poesia ou será o tradutor um poeta?
O mundo como vontade e representação - livro terceiro
segundo ponto de vista
A representação considerada independentemente do princípio da razão
A ideia platônica: o objeto da arte
O que é o ser eterno, que nunca nasce? Como é aquele que nasce sempre e que nunca existiu?
PLATÃO (Timeu, 27 D)
§ 39
[...]
O homem é ao mesmo tempo impulso voluntário, obscuro e violento, e puro sujeito que conhece, dotado de eternidade, de liberdade e de serenidade; ele é, nesta dupla qualidade, caracterizado ao mesmo tempo pelo polo das partes genitais considerado como foco, e pelo polo da fronte; por um contraste análogo, o sol é ao mesmo tempo fonte da luz, a qual é a condição do conhecimento mais perfeito, da coisa mais aprazível que existe, e fonte do calor, que é a primeira condição de toda vida, isto é, de todo fenômeno da vontade considerada nos seus graus superiores. O que o calor é para a vontade, é a luz para o conhecimento. A luz é, por conseguinte, o mais belo diamante da coroa da beleza; ela tem a influência mais decisiva sobre o conhecimento de toda coisa bela: a sua presença é, geralmente, uma condição que não é permitido negligenciar; mas se ela está favoravelmente colocada, ela realça ainda a beleza das mais belas coisas. É sobretudo em arquitetura que ela tem a virtude de realçar a beleza; ela é mesmo suficiente para transfigurar o objeto mais insignificante. (SCHOPENHAUER, 2001, p. 213).
SCHOPENHAUER, Arthur. O Mundo Como Vontade e Representação. Tradução M. F. Sá Correia. Rio de Janeiro: Contraponto, 2001.
Dedico este post ao professor Diego Giménez, leitor de Schopenhauer.
Dedico este post ao professor Diego Giménez, leitor de Schopenhauer.